15/12/2021 às 14h13min - Atualizada em 15/12/2021 às 15h30min

Consumidores aproveitam Black Friday para compras de Natal

De acordo com estudos, até 87,5% dos brasileiros que consumiram durante a Black Friday podem ter aproveitado a data para antecipar compras de Natal; para empresária, época é ideal para dar vazão a produtos encalhados em estoque

DINO
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O aumento de preços de brinquedos importados no Brasil, que segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do Ministério da Economia, chegou a 200% em relação aos meses que antecederam a pandemia de Covid-19, fez com que a Black Friday, realizada no último dia 26 de novembro, fosse encarada por consumidores como uma excelente oportunidade para garantir a compra destes e de outros produtos a um preço mais acessível com vistas ao Natal. Tal indicativo é do Cuponomia, portal de cupons e cashbacks, que apontou que 65,3% das pessoas que indicaram que comprariam na data o faria com este objetivo.

Outro levantamento sobre o tema, realizado pela Conversion, consultoria especializada em e-commerce, indicou um índice ainda maior: segundo a pesquisa, 87,5% dos brasileiros afirmaram que usariam as promoções da Black Friday para comprar presentes de Natal, sobretudo aqueles cujos preços se encontram mais elevados em períodos “normais”, como eletrônicos e produtos importados.

A alta nos preços de brinquedos fabricados fora do país é decorrente da alta do dólar e de problemas decorrentes da pandemia de Covid-19, que impactou nos prazos e nos valores dos fretes de produtos com destino ao Brasil. Este cenário fez com que, segundo a Abrinq (Associação dos Fabricante de Brinquedos), houvesse uma queda de 49% nas importações neste ano em comparação ao período pré-pandêmico. 

Dados da associação também esclarecem que, em fevereiro de 2020, os brinquedos importados respondiam por 48% do mercado no Brasil, ao passo que, hoje, essa parcela é de 27% - de acordo com a Secex, de janeiro a agosto deste ano foram importadas 68,2 mil toneladas de carrinhos de bebê, brinquedos, jogos e artigos esportivos, sobretudo da China, que detém 79,5% das negociações.

Os detalhes sobre os segmentos que registraram maiores vendas na Black Friday ainda não foram divulgados, mas um levantamento da Neotrust, consultoria que monitora o varejo digital, apontou que, somente no e-commerce, o faturamento total - considerando os dias 25 e 26 de novembro - foi de R$ 5,4 bilhões, em um crescimento de 5,8% em relação ao resultado do ano passado. 

Já o Cielo-ICVA (Índice Cielo do Varejo Ampliado) indicou um crescimento de 6,3% no faturamento nominal do varejo em comparação com 2020. Segundo o levantamento, que considerou somente o dia 26 (em comparação com o dia 27 de novembro de 2020), o e-commerce teve alta de 15,3% e o varejo físico cresceu 2%. 

Oportunidade de dar vazão a produtos encalhados

Para Ana Sato, sócia-fundadora da UniDoll, empresa que comercializa bonecas ultrarrealistas importadas, “a Black Friday, no fundo, é uma oportunidade para os vendedores desovarem o estoque de produtos parados”, oferecendo bons descontos para os consumidores. “Essa lógica vale tanto para os brinquedos nacionais quanto os importados”.

A empresária pontua que esta estratégia de dar vazão a produtos “encalhados” no estoque “é diferente do uso da Black Friday simplesmente como um gatilho mental de escassez, com o oferecimento de desconto por tempo limitado, ou a famosa oferta irresistível da ‘metade do dobro’”. Para Sato, neste último caso, “a empresa pode até ter o efeito contrário ao esperado”.

A sócia-fundadora da UniDoll pontua, porém, que seja qual for a situação, oferecer produtos com desconto “significa lucrar menos”, sendo a gestão ideal de um negócio aquela que consegue oferecer preços justos durante todo o ano. 

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